Gestão
Educacional

A fim de atingir tais objetivos, a Proposta Pedagógica da escola apresenta-se como norteadora do trabalho e constantemente revisitada é objeto de reflexão de toda equipe de gestão. Ela serve de referência para a elaboração de um desenho curricular flexível que atenda as demandas da sociedade, marcadamente baseadas no conhecimento e que apresenta intensa dinâmica social e influência globalizadas. Nesse sentido temos plena convicção da necessidade de nos reinventarmos e fazer com que, mais do que auxiliar nossos alunos a enfrentar os desafios, precisemos prepará-los para superar os obstáculos.

Baseados em tais concepções, o planejamento escolar é construído primeiramente a partir dos objetivos do ciclo, ou seja, capacidades que o aluno deve ter adquirido ao finalizar cada ciclo correspondente do ensino – Fundamental e Médio. Na sequência, elaboram-se os objetivos de cada uma das áreas curriculares e analisam-se os blocos de conteúdo e sequenciação das unidades elementares de acordo com critérios lógicos e psicológicos. Na continuidade do planejamento, os blocos de conteúdo são organizados trimestralmente em cada ano do ensino.

A prática do planejamento é analisada e discutida em encontros semanais entre direção, coordenação pedagógica e professores assegurando o encaminhamento pedagógico dos conteúdos, a partir das modalidades organizativas de ensino – projetos, sequências didáticas, atividades permanentes, pontuais e avaliativas. Tudo isso permeado por pautas de observação e avaliação que validam o processo de aprendizagem ou servem de diagnóstico para novos e/ou diferentes encaminhamentos.

Os alunos participam do contrato didático de cada disciplina, ou seja, os objetivos atitudinais, factuais e conceituais propostos lhes são esclarecidos, assim como a meta a ser atingida. Durante os Conselhos de Alunos (encontros entre a turma e a coordenação), com intuito de refletir sobre o processo de ensino e aprendizagem, os educandos têm a oportunidade de conhecer com mais profundidade a Proposta Pedagógica da escola, assim como sua regulamentação interna.

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Palavra da
Direção

Quando trouxemos à luz o Colégio Integral, estávamos fazendo nascer um sonho fundamental: o de viver com a criança um tempo real de amor à vida. Partejávamos a utopia – um sonho possível, aquilo que sempre pode ter lugar, iluminados pelo intenso amor de Freinet à libertação do humano pelos caminhos de uma educação concretamente viva que, no cotidiano escolar de Bar-sur-Loup, se manifestava pela alegria da novidade, a surpresa, o desejo de conhecer, a aventura, o brinquedo, o prazer de ser criança, de se estar nascendo enfim.

Freinet sabia que para se relacionar com os outros e o mundo, a criança só precisava da confiança e da reverência do adulto às suas múltiplas e íntimas potencialidades. Ao educador só cabia revelar-se com naturalidade, deixar emergir sua própria infância interior na interação com os alunos e a cada segundo recriar a vida com a força de quem tem sonhos fundamentais e, por isso, só a sente, pensa e quer em contínua expansão.

É esta fé e esta vitalidade que se apresenta em nossas crianças e adolescentes, amados o bastante para os deixarmos ser, compreendidos de tal modo que podemos ver-nos neles e, por isso mesmo, por nós inteiramente respeitados em suas necessidades e latências de desenvolvimento integral.

Tatiana Teresa de Aben-Athar
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